Porto Alegre – Meu canto no mundo (2006)

Sinopse Ficção e documentário se misturam em uma emocionante história contada por Luis Fernando Veríssimo, Luiz Antônio de Assis Brasil, Eva Sopher, Jaime Sirotsky, Moacyr Scliar e Giba Giba. Nasce uma Porto Alegre inédita, jamais vista através de imagens aéreas, filmes, fotos e ficção. Músicas de Renato Borghetti, Nenhum de Nós, Vitor Ramil, Frank Solari, Hique Gomes, Bebeto Alves, Arthur de Faria, Giba Giba, com trilha original de Daniel Sá. Locuções de Lauro Quadros, Lasier Martins, Haroldo de Souza, Luis Carlos Reck, Mari Mesari, Pedro Ernesto, Lila Vieira e João Wianey. Ficha Técnica Gênero: Documentário País de origem: Brasil Ano: 2006 Duração: 74 min. Direção: Cícero Aragon, Jaime Lerner Roteiro: Jaime Lerner e João Knijinik Elenco: Denis Lascano, João Fernando, Jorge Alves, Juremir Neto, Luiz Emilio Speck, Luiz Paulo Vasconcelos, Roberto Birindelli, Wagner Lascano Produção: Cícero Aragon Trilha Sonora: Daniel Sá

Os vendilhões do templo (2006)

A expulsão dos vendilhões do Templo de Jerusalém – relatada em poucas linhas do Evangelho de São Mateus – é o ponto de partida para uma narrativa original, que se desdobra em três épocas: 33 d.C., 1635 e os nossos tempos. Na primeira parte, ambientada na Jerusalém da época de Cristo, o episódio bíblico é visto pela ótica de um dos vendilhões, camponês arruinado que chegou à cidade em busca de melhores dias e descobriu no comércio do Templo o trampolim para projetos mirabolantes. A trajetória de Cristo é vista indiretamente pelo olhar desse seu obscuro contemporâneo, e a vida cotidiana na Terra Santa é descrita com humor e vivacidade. Na segunda parte da obra, a narrativa dá um salto no tempo e no espaço. Em 1635, Nicolau, um jovem padre, chega a uma pequena missão jesuítica do sul do Brasil e se vê envolvido numa situação angustiante: com a morte súbita do sacerdote que dirigia a missão, torna-se responsável por uma comunidade indígena cujo idioma não fala. Um forasteiro se oferece como intérprete, mas em pouco tempo seu caráter suspeito se manifesta. A terceira parte do livro – a final – se passa nos dias de hoje, na cidade surgida a partir da aldeia jesuítica. A esquerda comemora a conquista da prefeitura. Um assessor de imprensa testemunha essas mudanças ao mesmo tempo em que, com ex-colegas de colégio, relembra a peça teatral encenada pelo grupo na infância, tendo como tema o episódio da expulsão dos vendilhões do Templo. As três histórias se entrelaçam e se iluminam umas às outras, desdobrando de maneira inesperada o núcleo temático do episódio bíblico, com diversas possibilidades cômicas e dramáticas e focalizando suas implicações morais. A exemplo do que fez no premiado A mulher que escreveu a Bíblia, Scliar parte da narrativa bíblica para traçar um painel muito pessoal e bem-humorado dos dilemas de nosso tempo. Ouça o book trailer: 

Ciumento de carteirinha (2006)

Capitu traiu ou não? Numa disputa entre dois colégios, estudantes devem debater a questão e encenar o julgamento da personagem de Dom Casmurro. Entre eles, Queco, que vive um drama muito parecido com o de Bentinho.

Respirando Liberdade (2005)

Por meio de uma ficção para adolescentes, Moacyr Scliar narra os problemas que o fumo pode causar para a saúde e a convivência com os outros. O autor alia seu conhecimento como médico para criar uma história que informa sobre o tabagismo sem se valer de julgamentos morais. Quem fuma na história é o pai e não o adolescente, o que traz um enfoque diferente em relação a outros livros sobre o tema, que geralmente retratam o adolescente como a pessoa “problemática” da família. Assim, o jovem leitor se questiona sobre o tabagismo sem se sentir intimidado. O protagonista, Sérgio, é um adolescente que mora no interior com a mãe depois da separação dos pais. Mas a mãe se apaixona novamente e decide se casar. Sergio não gosta muito da idéia, mas se conforma, e decide aproveitar para ir morar na capital com o pai, um homem fechado que, na verdade, ele não conhecia muito bem. Entre as coisas de que o garoto não sabia é que o pai fumava dois maços de cigarro por dia, enquanto Sérgio detestava cigarro. Como ajudar o pai a se dar conta e enfrentar o vício é a grande tarefa que o jovem protagonista da história toma para si.

O amor a distância

Vivemos em novos tempos e temos de nos adaptar: o importante é que as pessoas continuam se querendo.

Histórias de Porto Alegre (2005)

Este é um livro tanto para quem mora em Porto Alegre quanto para aqueles que simplesmente querem saber um pouco mais sobre a alma porto-alegrense; para quem se interessa por memórias afetivas das principais cidades brasileiras e para aqueles que têm uma queda pela literatura cheia de humor e deleite de Moacyr Scliar. Ilustrado pelas fotos de Beto Scliar – filho do autor e fotógrafo –, Histórias de Porto Alegre é formado por textos curtos e leves sobre variadas facetas da cidade – e dos portoalegrenses. Uma viagem sentimental sobre Porto Alegre, e o guia é ninguém menos do que um dos mais ilustres porto-alegrenses: Moacyr Scliar. Além de suas habilidades de exímio escritor – que conferem leveza e sabor aos textos –, de médico especialista em saúde pública, Scliar lança mão de outras menos conhecidas qualidades para melhor perscrutar a alma da sua cidade natal e dos seus conterrâneos. Faz-se um pouco especialista de história da arte, quando o assunto são os prédios históricos e os estilos arquitetônicos da cidade; antropólogo, ao esmiuçar os hábitos – alimentares, sexuais, futebolísticos etc. – dos gaúchos; geógrafo, quando a discussão é sobre o Guaíba – rio, lago, estuário ou o quê?; faz-se lingüista ao comentar as manias do “gauchês” e do “portoalegrês”; um misto de cientista político e historiador ao relembrar o passado político do estado e suas figuras emblemáticas, e faz também as vezes de cozinheiro, ao esmiuçar hábitos alimentares e fornecer a receita de um dos pratos mais típicos dentre os pratos da culinária sulina. Notáveis gaúchos permeiam estas páginas (Elis Regina, Lupicínio Rodrigues, Getúlio, Simões Lopes Neto, Lya Luft, Borges de Medeiros, Erico Verissimo), e outros famosos não-gaúchos, como Albert Camus, Barão de Itararé e Di Cavalcanti, também fazem uma visitinha à capital mais meridional do Brasil. Bem ao modo de uma verdadeira viagem sentimental, Scliar percorre os quatro cantos de Porto Alegre acompanhado de Beto Scliar, filho e fotógrafo, autor das fotos do livro. Pai e filho se colocam na posição de habitantes porto-alegrenses, mas com o distanciamento de observadores, o que faz de Histórias de Porto Alegre tão informativo quanto prazeroso de se ler.