As pernas curtas da mentira (2002)

A imaginação humana serve tanto para criar novas e fascinantes formas de sentir e agir como para inventar mentiras, desde as inocentes até as mais perigosas calúnias. Mas o que fazer quando somos levados a mentir por compaixão ou por amizade? Neste livro, o enredo fornece elementos para discutir o tema da mentira e as consequências.

Meu filho, o doutor (2001)

Por que tantos médicos são judeus? De onde vem a histórica associação entre judaísmo e medicina? Moacyr Scliar foi buscar respostas a estas questões na História, na Literatura – e, é claro, no famoso humor judaico. O resultado é um texto altamente informativo, mas que pode também ser lido como um fascinante relato de uma experiência grupal, ora gloriosa, ora trágica – mas sempre reveladora. É um trabalho que explora tanto os bastidores da medicina – os seus condicionantes sociais, políticos e culturais – como a trajetória judaica. Médico e escritor, Scliar faz deste trabalho uma verdadeira aventura intelectual. Ouça o book trailer:

O imaginário cotidiano (2001)

Nem sempre a vida imita a arte. Com muito mais frequência, a vida inspira a arte, por razões óbvias. A riqueza do cotidiano é infinita. Dramas, comédias, óperas bufas, tragédias de arrepiar, psicologias complicadas, tudo fervilha na realidade de cada dia. Saber explorar esse material inesgotável é prova de sagacidade, mas exige também do escritor uma certa adaptação, como ocorreu com Moacyr Scliar na elaboração dos trabalhos reunidos em O Imaginário Cotidiano. Acostumado a extrair o material de suas obras da própria mente, o escritor gaúcho sentiu-se um tanto embaraçado quando recebeu convite da Folha de S. Paulo para escrever ficção baseada em notícias publicadas no jornal, ou seja, a arte não apenas imitando a vida, mas se estruturando a partir da própria realidade cotidiana imediata. No início, Scliar ficou em dúvida. Daria certo? Atirando-se ao empreendimento e superando as próprias desconfianças, logo se conscientizou das múltiplas possibilidades da proposta. Mais do que enveredar por uma nova aventura, fascinou-o a possibilidade de explorar uma espécie de história virtual “que complementa ou amplia a história real (se é que sabemos exatamente o que é uma história real)”. Assim, passou a pinçar aqui e ali trechos do noticiário, aparentemente incapazes de servir de material inspirador de ficção: o mercado da Bolsa deixando um operador neurótico, quatro pessoas feridas por balas perdidas, macacos famintos que invadem as cidades, homem preso por forjar o próprio sequestro, um pretenso modelo matemático capaz de prever gols no futebol, o jogador que queria direitos autorais sobre os seus gols. São indicações sumárias, que o escritor explora com sarcasmo, comoção ou a mais pura gozação, mas sempre com aquele dom de se comunicar com o leitor e envolvê-lo desde a primeira frase.

A língua de três pontas: crônicas e citações sobre a arte de falar mal (2001)

Frases e comentários sobre temas essenciais como casamento, dinheiro, leis, política, medicina, mídia, intelectuais e muito mais. Dividido em oito partes, cada capítulo abre com uma crônica do autor à qual se seguem dezenas de frases, uma mais ferina que a outra. São mais de quinhentas, proferidas por figuras famosas de história e da atualidade.

Ataque do Comando P.Q. (2001)

A missão do jovem Caco, expert em informática, é encontrar o hacker que está invadindo os computadores da prefeitura. O sabotador se inspira em “Triste fim de Policarpo Quaresma” para projetar seus ataques.

Memórias da Campanha

Agosto pode não ser o mais cruel dos meses brasileiros, como o abril de T. S. Eliot, mas é certamente o mais sério, quando mais não seja por causa de sua localização no calendário. No Brasil, o primeiro semestre não existe: começa com a festa de 1º de janeiro, continua com o veraneio, com o Carnaval, com a Páscoa. O segundo semestre é diferente.