A majestade do Xingu (1997)

As trajetórias de índios e imigrantes, generais e comunistas, comerciantes e intelectuais entrecruzam-se nesta narrativa trepidante e bem-humorada, que oscila entre os grandes conflitos do Brasil e problemas de relacionamento familiar Gloriosas imagens e sombrios espectros povoam a imaginação do narrador desta história, que luta pela sobrevivência num leito de UTI. As gloriosas imagens são as de seu amigo de infância, Noel Nutels. Os dois são judeus russos, os dois vieram para o Brasil em 1921, e então seus caminhos se separam. Nutels, intelectual de esquerda, forma-se em medicina e consagra sua vida à causa dos índios. O narrador vê a vida passar numa lojinha do bairro paulistano do Bom Retiro. Os sombrios espectros são as figuras reais ou imaginárias que perseguem o narrador: índios cujo cemitério supostamente fica no subsolo de sua loja, cossacos que querem exterminá-lo. Frustrado pelo trabalho medíocre, em constante conflito com a mulher e o filho, ele vê o amigo Noel como a figura que ilumina e dá sentido a sua existência. A Majestade do Xingu é um livro sobre destinos brasileiros, cobrindo várias décadas da história recente do Brasil e reportando-se a episódios como a luta dos militantes comunistas, o extermínio dos índios no Xingu e o golpe militar de 1964. Ouça o book trailer:
A paixão transformada (1996)

Neste livro, Moacyr Scliar reúne e comenta trechos de textos que, ao longo da história, registraram opiniões e fatos relativos à doença e à cura. Ao fazê-lo, com a acuidade de sempre e o humor contido que caracteriza sua prosa, resgata momentos privilegiados que assinalaram a trajetória da medicina e da luta do ser humano contra a doença. A história da medicina é uma história de vozes. As vozes misteriosas do corpo: o sopro, o sibilo, o borborigmo, a crepitação, o estridor. As vozes inarticuladas do paciente: o gemido, o grito, o estertor. As vozes articuladas do paciente: a queixa, o relato da doença, as perguntas inquietas. A voz articulada do médico: a anamnese, o diagnóstico, o prognóstico. Vozes que falam da doença, vozes calmas, vozes revoltadas. Vozes que se querem perpetuar: palavras escritas em argila, em pergaminho, em papel. Vozerio, corrente ininterrupta de vozes que flui desde tempos imemoriais. Ouça o book trailer:
Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar (1996)

Minha mãe nao dorme enquanto eu não chegar revela um outro gênero de Moacyr Scliar: a crônica. E aqui, a crônica infantojuvenil. Em um texto coloquial, bem-humorado, afetivamente ligado ao leitor, Scliar desenvolveu 25 histórias que encantam jovens de todas as idades. São textos que revelam a preocupação de estabelecer alianças fraternais e familiares e que narram esta aventura do dia-a-dia do qual todos participamos intensamente.
A paixão transformada (1996)

Neste livro, Moacyr Scliar reúne e comenta trechos de textos que, ao longo da história, registraram opiniões e fatos relativos à doença e à cura. Ao fazê-lo, com a acuidade de sempre e o humor contido que caracteriza sua prosa, resgata momentos privilegiados que assinalaram a trajetória da medicina e da luta do ser humano contra a doença. A história da medicina é uma história de vozes. As vozes misteriosas do corpo: o sopro, o sibilo, o borborigmo, a crepitação, o estridor. As vozes inarticuladas do paciente: o gemido, o grito, o estertor. As vozes articuladas do paciente: a queixa, o relato da doença, as perguntas inquietas. A voz articulada do médico: a anamnese, o diagnóstico, o prognóstico. Vozes que falam da doença, vozes calmas, vozes revoltadas. Vozes que se querem perpetuar: palavras escritas em argila, em pergaminho, em papel. Vozerio, corrente ininterrupta de vozes que flui desde tempos imemoriais. Ouça o book trailer:
Oswaldo Cruz: entre micróbios e barricadas (1996)

“As pessoas encaravam com ceticismo, quando não com desconfiança, a ação dos ´mata-mosquitos’, que entravam nas residências em busca de focos de insetos. A campanha tinha sido montada por Oswaldo como operação militar; a cidade fora dividida em dez distritos, a cada um dos quais Oswaldo dera um nome no pitoresco código telegráfico que usava: Frontal, Occipital, Maxilar, Úmero, Cúbito, Rádio, Carpo, Fêmur, Tíbia, Tarso. Esta nomenclatura anatômica não seria suficiente para convencer os médicos, que se mostravam suspeitosos; numa sessão da Academia Nacional de Medicina, o Dr. Costa Ferraz sustentou que o combate à doença deveria ser feito pela limpeza do solo. “Sem demora, Oswaldo Cruz tornou-se o alvo predileto de cronistas, humoristas e cartunistas.”
Las Plagas y Otros Relatos (1996)

Caracas, Editorial Memorias de Altagracia, 1996
Dicionário do viajante insólito (1995)

Neste Dicionário do viajante insólito, você terá de A a Z um bem-humorado conjunto de histórias, dicas, lembranças e causos contados por um escritor que entende do que está falando. Viajante contumaz, Scliar socorre-se do tema da viagem para praticar a boa literatura, percorrendo países e perscrutando a ansiosa alma do turista em um relato saboroso que conduz a situações com as quais muitos de nós certamente nos identificaremos. Ilustrado e recheado de aforismos sobre viagens, terras estrangeiras etc., o livro é divididos em 31 capítulos como P de perder-se ou J de Jerusalém. Com o humor reflexivo, característico do autor, são oferecidas ao leitor as mais deliciosas crônicas sobre países, roteiros turísticos – enfim, os diversos aspectos desse estranho hábito de viajar. Ao ler o Dicionário do viajante insólito, experimentamos as mais diversas sensações, passamos pelas mais inimagináveis aventuras e surpresas a que está sujeito aquele que resolve botar o pé na estrada. Um livro para aqueles que gostam de viajar e para aqueles que acham que a melhor parte de uma viagem é voltar para casa.
Contos reunidos (1995)

Agrupados neste volume por um critério de afinidade temática, os contos de Moacyr Scliar revelam a força da sua ficção. As relações entre pais e filhos expostas de forma insólita, a Bíblia revisitada sob uma ótica surpreendente, os jogos do poder e da paixão encarados por ângulos inusitados, tudo isso dentro de um clima de humor e fantasia.


























