Os Voluntários (1979)

Uma noite, um velho e desconjuntado rebocador sai de um cais em Porto Alegre. Sua tripulação: quatro homens, uma mulher e um moribundo. Destino: o porto de Haifa. Objetivo da viagem: permitir que o moribundo veja a cidade de Jerusalém antes de morrer. A história desta bizarra e patética expedição constitui o tema de Os voluntários, romance de Moacyr Scliar. Na pitoresca e barulhenta rua Voluntários da Pátria, em Porto Alegre, movem-se os personagens criados pela imaginação de Scliar: Paulo, o filho do português (descendente de cruzados e ex-soldado colonial) dono do bar; seu amigo Benjamim, filho de Arão e Frima, donos de uma lojinha, e irmão de Nunho, o gângster judeu; Elvira, a prostituta irmã de um padre; o Capitão, dono do rebocador, navegador de escasso curso mas grande contador de histórias; Orígenes, fundador de uma seita sem muito sucesso; Pia-Pouco, o camelô; Cachorrão, o gigolô de Elvira; Samir, o palestino que abre uma loja ao lado da de Benjamim – logo Benjamim, cujo sonho sempre fora viver em Jerusalém: é o conflito do Oriente Médio reproduzido em miniatura na rua Voluntários da Pátria. Um romance que reúne os quixotes, os gauches da vida, personagens que buscam o inatingível, tipos prediletos de Moacyr Scliar de O exército de um homem só, Os deuses de Raquel, O centauro no jardim, A mulher que escreveu a Bíblia e outros. Aqui está de novo a sua incrível armada, metida numa desastrada cruzada que somente o humor de Scliar – um dos maiores escritores brasileiros contemporâneos – poderia criar. Ouça o book trailer:

Doutor Miragem (1978)

Doutor Miragem é um romance vigoroso que tem como pano de fundo a medicina brasileira nos tempos de hoje, com os dilemas e contradições a refletir o conflito entre o médico e a realidade social na qual exerce a sua profissão. Médico, ele mesmo, Moacyr Scliar mantem-se, contudo, fiel à sua vocação de ficcionista. Aqui evidenciam-se as qualidades que têm caracterizado o seu trabalho: o uso dosado do humor, da ironia sutil e de um certo grau de absurdo, um realismo de situações extremas, mas jamais desligado do contexto social. Doutor Miragem é a história natural de um médico brasileiro, é uma reflexão sobre o poder – dentro de uma narrativa fascinante, à qual não faltam momentos de comicidade e emoção. Um grande momento do autor de Centauro no jardim, O exército de um homem só, A majestade do Xingu, A estranha nação de Rafael Mendes, Cenas da vida minúscula, entre outros.

Doutor Miragem (1978)

Doutor Miragem é um romance vigoroso que tem como pano de fundo a medicina brasileira nos tempos de hoje, com os dilemas e contradições a refletir o conflito entre o médico e a realidade social na qual exerce a sua profissão. Médico, ele mesmo, Moacyr Scliar mantem-se, contudo, fiel à sua vocação de ficcionista. Aqui evidenciam-se as qualidades que têm caracterizado o seu trabalho: o uso dosado do humor, da ironia sutil e de um certo grau de absurdo, um realismo de situações extremas, mas jamais desligado do contexto social. Doutor Miragem é a história natural de um médico brasileiro, é uma reflexão sobre o poder – dentro de uma narrativa fascinante, à qual não faltam momentos de comicidade e emoção. Um grande momento do autor de Centauro no jardim, O exército de um homem só, A majestade do Xingu, A estranha nação de Rafael Mendes, Cenas da vida minúscula, entre outros.

Pega pra Kaputt! (1977)

Co-autores: Josué Guimarães, Edgar Vasques e Luis Fernando Verissimo De como o espírito tormentoso e ditatorial de Adolph Hitler abandonou as cinzas de Berlim ocupada e foi aportar nas calmas paragens de uma praia ao sul do mundo. Pega pra Kaputt foi editado pela primeira vez em dezembro de 1977 e tem sido um sucesso nesses seus 27 anos de vida. O livro nasceu de uma brincadeira entre amigos para se transformar em um verdadeiro clássico entre o restrito mundo das obras coletivas. 30 de abril de 1945 – Os tanques soviéticos rolam pelas ruas da arrasada Berlim. (…) Em seu bunker secreto, Adolf Hitler está reunido com seus auxiliares. (…) O que Hitler examina é o plano Olho da Fênix, uma complicada trama destinada a garantir sua fuga para a América Latina, onde não lhe faltam amigos. Para evitar suspeitas, Hitler deverá se disfarçar de rabino ortodoxo. Das ruínas da Segunda Guerra Mundial emerge esta história de mistério, de crime, de ódio, de amor, de mistério (de novo) e sobretudo de humor – um desafio que três ficcionistas e um cartunista se lançaram mutuamente, cada um aprontando uma pior para o companheiro. Foi estabelecido um regulamento básico e breve; não haveria nada no texto que indicasse a autoria (a única autoria explícita, por razões óbvias, é a do Edgar); seria sorteada uma ordem, cada autor faria um capítulo e passaria ao companheiro que se encarregaria de seguir a história sem nenhuma combinação prévia de tema, personagens ou época; a história deveria ser coerente, com seqüência, preservando os personagens.

Mês de cães danados (1977)

Este romance de Moacyr Scliar obteve o Prêmio Brasília de 1977, conferido pela Fundação Cultural do Distrito Federal para obras inéditas de ficção. Conhecido e consagrado internacionalmente como autor de O centauro no jardim, um dos cem melhores livros de temática judaica escritos no mundo nos últimos duzentos anos, Moacyr Scliar parte aqui para um romance baseado na nossa moderna história política. Constrói a sua narrativa sobre os últimos dias de agosto daquele agitado ano de 1961, imediatamente após a renúncia de Jânio Quadros, quando, sob um clima de incertezas e ameaças, João Goulart, apoiado por Brizola, assumia a Presidência da República. Com sua narrativa nervosa e tensa, este livro cativa o leitor até as últimas linhas. A trajetória de um homem de tradicional família dos pampas gaúchos até a sarjeta de uma rua em Porto Alegre. De filho de fazendeiro a mendigo. Uma vida atribulada, anos agitados, aventuras, amores, heroísmo. Mês de cães danados é, ao mesmo tempo, um poderoso trabalho de ficção e uma reflexão sobre momentos importantes da história de nosso país.

Histórias da terra trêmula (1976)

O gaúcho Moacyr Scliar, que dividiu com Roniwalter Jatobá de Almeida o prêmio do I Concurso Escrita de Literatura – Conto,  é médico em Porto Alegre e autor de sete livros, alguns já reeditados: “Histórias de um Médico em Formação”, “O Carnaval dos Animais”, “A Guerra no Bom Fim”, “O Exército de um Homem Só”, “Os Deuses de Raquel”, “Os Mistérios de Porto Alegre” e “A Balada do Falso Messias”. Alguns dos contos de Histórias da Terra Trêmula foram publicados antes em jornais e revistas.

Mistérios de Porto Alegre (1976)

O autor traz, nesta reunião de contos, uma série de histórias curiosas, lendas urbanas ambientadas nas ruas da capital gaúcha. Trata-se de uma Porto Alegre imaginária, onde chimpanzés aterrorizam o bairro da Vila Nova, anões misteriosos aparecem de desaparecem na Bela Vista e a Free-way leva a lugares muito além do litoral.