Conjunto musical Lechaim, no Santander Cultural

Um brinde à vida – Espetáculo tributo a Moacyr Scliar A música e o humor são atributos indissociáveis do povo judaico. Eles contam parte da nossa história e ajudam a preservar nossas tradições. Esses dois elementos têm lugar de sobra no show que o grupo LECHAIM apresenta no próximo dia 22, no Átrio do Santander Cultural. Formada há 22 anos em Porto Alegre, a banda homenageia Moacyr Scliar interpretando músicas folclóricas e populares em ídiche e hebraico, intercaladas com textos do autor e quadros humorísticos. A apresentação integra a mostra “O Centauro do Bom Fim”, que já atraiu mais de 35 mil visitantes. A entrada é gratuita, por ordem de chegada. Serviço: 22 de outubro de 2014 às 20 horas Vocais: Alexander Sapiro, Doris Fridman, Jairo Trombka, Karina Brodski, Ricardo Faertes e Simone Sizer Teclados: Sergio Olivé Clarinete: Jorge Olchik Arranjos e direção musical: Sérgio Olivé Local: Átrio do Santander Rua 7 de Setembro, 1028 Centro Histórico – Porto Alegre/RS Acesso por ordem de chegada. Sujeito à lotação do espaço.

O Jornalismo na Vida de Moacyr Scliar, no Santander Cultural

Renomados jornalistas compartilharão suas memórias sobre a intensa colaboração de Moacyr Scliar na imprensa regional e nacional. Moacyr Scliar costumava dizer que o jornalismo tem muito a ensinar aos escritores de ficção. Em primeiro lugar, pela objetividade. Em segundo, pela limitação do espaço. E não esqueça os prazos apertados de entrega dos textos. Scliar reunia os três atributos. Ele teve uma longa trajetória ligada ao jornalismo. De 1974 a 2011, foi cronista de Zero Hora. Assinou também uma coluna semanal na Folha de S.Paulo, foi colaborador de Veja e de inúmeras publicações. Os bastidores de sua passagem pelas redações serão tema da mesa redonda O Jornalismo na Vida de Moacyr Scliar, no próximo dia 21, na Sala Multiuso do Santander Cultural. O encontro será mediado por Nelson Sirotsky, com a participação dos jornalistas Nilson Souza, Cláudia Laitano, Rosane de Oliveira, Tânia Rösing e Tulio Milman. Serviço: 21 de outubro de 2014 às 19h30 Mediador: Nelson Sirotsky Participantes: Cláudia Laitano, Nilson Souza, Rosane de Oliveira, Tânia Rösing e Tulio Milman Local: Sala Multiuso – Santander Cultural Centro Histórico – Porto Alegre/RS Acesso por ordem de chegada. Sujeito à lotação do espaço.

Monólogo: A mulher que escreveu a Bíblia, no Santander Cultural

Em vidas passadas, ela foi uma das 700 esposas do Rei Salomão – a mais feia de todas, mas a única capaz de ler e escrever. O rei encarregou-a então de escrever a história do seu povo, que a narradora batiza com um nome grego: bíblion. Mas a missão é repleta de percalços e situações inusitadas. Esse é o enredo da peça “A mulher que escreveu a Bíblia”, que terá apresentação única no dia 16, às 20h, no Átrio do Santander Cultural. O monólogo é baseado no livro homônimo de Moacyr Scliar e integra a programação da mostra “O Centauro do Bom Fim”. A premiada atriz Inez Viana interpreta a personagem que dá título à obra, após temporadas de sucesso em várias capitais. Não perca! A entrada é gratuita. Mas convém chegar cedo, pois o acesso é por ordem de chegada e sujeito à lotação do espaço. SERVIÇO Monólogo: A Mulher que escreveu a Bíblia Peça teatral baseada na obra de Moacyr Scliar Data: 16/10 Horário: 20h Duração: 80 minutos Adaptação: Thereza Falcão Direção: Guilherme Piva Local: Átrio do Santander Rua 7 de Setembro, 1028 Centro Histórico – Porto Alegre/RS Acesso por ordem de chegada. Sujeito à lotação do espaço. 

Espetáculo Etnias com Grupo Kadima, no Santander Cultural

Convidamos para um espetáculo de dança israelense com o Grupo Kadima. São 35 anos de história em movimento. E que belos movimentos! Uma trajetória contada em passos firmes, vibrantes, que simbolizam a nossa identidade cultural. O Kadima não é apenas um dos maiores nomes da dança folclórica israeli. Ele expressa a alma de um povo, com sólidas raízes no Rio Grande do Sul e os olhos sempre voltados para o futuro. Ao organizar os preparativos para a exposição Moacyr Scliar – O Centauro do Bom Fim, não pensei duas vezes em convidar o Kadima para uma apresentação. A melhor definição sobre o grupo partiu do próprio autor:“O alto nível dos espetáculos, o entusiasmo e a emoção que neles transparecem e que contagiam o público são motivo de admiração e orgulho. Se vivo fosse, o rei David não precisaria se preocupar com críticas: tudo o que teria a fazer era entrar no Kadima – e receber os aplausos generosos com os quais o público saúda os jovens dançarinos”, escreveu Moacyr. O Kadima, de fato, é um de nossos tesouros. Não somente pelos prêmios conquistados, mas pelos horizontes que descortinou para nós, gaúchos. Ao incorporar elementos marcantes das nossas tradições, construiu uma ponte entre o Rio Grande do Sul e Israel. Cada espetáculo é um convite irresistível à dança e à expressão dos nossos valores e sentimentos. Afinal, é isso que nos une como povo. Imperdível! Emocionante! Serviço: Espetáculo Etnias com Grupo Kadima Data: 8 de outubro às 20h Local: Átrio do Santander Cultural Rua Sete de Setembro, 1028 Centro Histórico – Porto Alegre/RS Acesso por ordem de chegada. Sujeito à lotação do espaço.

A construção da identidade judaica na trajetória de Moacyr Scliar, no Santander Cultural

A mostra “O Centauro do Bom Fim” já superou nossas previsões mais otimistas. Em apenas duas semanas, mais de 15 mil pessoas visitaram o Santander Cultural. Obrigada pelo carinho! Convidamos agora para o painel de debates “A Construção da Identidade Judaica na Trajetória de Moacyr Scliar”, no próximo dia 7 de outubro às 19h30. A entrada é franca. Serviço: A construção da identidade judaica na trajetória de Moacyr Scliar Data: 7 de outubro às 19h30 Local: Sala Multiuso do Santander Cultural Rua Sete de Setembro, 1028 – Centro Histórico Mediador: Abrahão Finkelstein Participantes: Abrão Slavutzky, Jacques Alkalai Wainberg, Léo Schames, Luiz Lerrer, Ruben George Oliven e Wremyr Scliar Acesso por ordem de chegada. Sujeito à lotação do espaço.

Espetáculo “Uma Noite com Moacyr Scliar” é um dos destaques culturais desta quarta-feira

A celebração, que terá duração aproximada de 40 minutos, contará com a leitura de contos, crônicas e excertos de obras do escritor No diversificado menu de atrações da mostra Moacyr Scliar, o Centauro do Bom Fim, em cartaz no Santander Cultural até 16 de novembro, a programação desta quarta-feira destaca uma performance protagonizada pelos atores Mirna Spritzer, Sérgio Lulkin e Zé Victor Castiel — com participação especial do músico Cláudio Levitan. O palco do espetáculo Uma Noite com Moacyr Scliarserá o Átrio, às 20h, com entrada franca — limitada à capacidade do espaço. A celebração, que terá duração aproximada de 40 minutos, contará com a leitura de contos, crônicas e excertos de obras do escritor, como O Exército de um Homem Só, O Centauro no Jardim e A Mulher que Escreveu a Bíblia, entre outras. — Mesmo nos títulos mais populares, escolhemos trechos menos conhecidos, que não estão entre os totens do Scliar — diz Mirna, acrescentando: — Queremos recriar, com o uso de figurino, música e iluminação, uma atmosfera que faça o público mergulhar no texto do Scliar. Como nós quatro temos ascendência judaica, buscamos personagens e situações com as quais nos identificamos, sobretudo no humor. Como diz Sérgio Lulkin, é como se nós encarnássemos uma trupe de teatro iídiche. Fonte: Segundo Caderno da Zero Hora

Uma noite com Moacyr Scliar, no Santander Cultural

Convidamos a todos para uma atividade paralela da exposição “Moacyr Scliar – O Centauro do Bom Fim”, no dia 1º de outubro, às 20h, no átrio do Santander Cultural. Leitura de contos, crônicas e excertos de obras de Moacyr Scliar, com Mirna Spritzer, Sérgio Lulkin e Zé Victor Castiel, e a participação especial do músico Cláudio Levitan. Serviço: Uma Noite com Moacyr Scliar Data: 1º de outubro de 2014 Horário: às 20 horas Acesso por ordem de chegada. Sujeito à lotação do espaço. Local: Átrio do Santander Cultural Rua Sete de Setembro, 1028 | Centro Histórico – Porto Alegre/RS

Scliar inédito na Revista IstoÉ

ISTOÉ publica com exclusividade trecho de conto inédito do escritor gaúcho, que tem sua vida e obra homenageadas em exposição em Porto Alegre Daniel Solyszko (daniel@istoe.com.br) Criado numa tradicional família judaica no bairro do Bom Fim, em Porto Alegre, Moacyr Scliar parecia destinado ao ofício de escrever, consequência direta de ter sido educado em um ambiente povoado por histórias na infância. Influenciado pela mãe, Sara, que lhe trazia livros de bibliotecas públicas, “mico”, como era chamado por amigos e familiares, cresceu cercado de narrativas orais e escritas. Essa habilidade de criar histórias a partir do que ouvia começou a se aprimorar a partir de 1968, quando começou sua fase mais prolífica. Um dos primeiros contos que escreveu foi “Joel Ia Voando”, texto inédito do escritor, morto em 2011, publicado agora com exclusividade por ISTOÉ. Ele teria sido escrito por volta de 1970, segundo Marie-Hélène Paret Passos, responsável pelo acervo de Scliar, e foi encontrado dentro de uma pasta com a referência “Contos-Joel”, que continha 22 histórias com o personagem. “Scliar provavelmente planejava reunir esse material em um único livro, mas acabou abandonando a ideia”, explica a pesquisadora. Quatro desses contos foram publicados na primeira edição de “O Carnaval dos Animais”, de 1968, que pode ser considerada a primeira obra de destaque na carreira de Scliar. Quando começou a escrever seu primeiro romance, “A Guerra no Bom Fim”, em 1970, ele recuperou alguns desses contos, reescrevendo-os de forma que se encaixassem em uma longa narrativa. O restante do material permanece inédito até hoje. NOVIDADE Trecho do conto inédito de Scliar (acima), homenageado em mostra que conta com vídeos de atores lendo suas obras (abaixo) Muito da farta produção de Scliar poderá ser novamente apreciado pelo público. Original de 1972, “A Guerra no Bom Fim” está sendo relançado pela editora L&PM juntamente com “O Exército de um Homem Só”, de 1973, e “Max e os Felinos”, de 1981. A Edelbra, por sua vez, traz uma coletânea de crônicas que saíram na imprensa entre 2008 e 2010, intitulada “A Banda na Garagem”. Além dos livros, o documentário “Caminhos de Scliar”, dirigido por Cláudia Dreyer, pode ser visto juntamente com a exposição “Moacyr Scliar, o Centauro do Bom Fim”, em cartaz até 16 de novembro no Santander Cultural, em Porto Alegre. Com curadoria do cineasta Carlos Gerbase, a mostra revela um pouco da vida pessoal do autor, e é dividida em ambientes fundamentais para entender sua formação cultural, como uma recriação da casa onde morava no bairro do Bom Fim, em Porto Alegre. Gerbase, que também foi baterista da banda punk Replicantes, conta que conheceu Scliar no set de filmagens do curta-metragem “No Amor”, inspirado em conto do escritor, do qual foi produtor. Ele diz que a primeira coisa que chamou sua atenção na obra do escritor gaúcho foi a proximidade geográfica. “Você sente que é uma literatura ao mesmo tempo regional e universal. Ele é como Anton Tchekhov, que fala da sua aldeia, mas também do mundo. Ele tinha uma ampla capacidade de dialogar”, diz. Para o curador, os dois aspectos mais importantes da obra do “mico do Bom Fim” são a questão da tradição judaica, que atravessa a maior parte dos seus quase 80 livros, e a influência do realismo mágico. “Ele dizia que entre os escritores que considerava mais importantes estavam Gabriel García Márquez, Julio Cortázar e Mario Vargas Llosa. Lendo você percebe todas essas influências”, explica. No aspecto ideológico, a vida de Scliar foi muito marcada pela influência política do socialismo. Em uma das salas da exposição é possível ouvir seu discurso de formatura na Faculdade de Medicina, no qual ressalta a necessidade de oferecer um serviço de saúde universal. “Sua fala começava com versos de Ferreira Gullar, foi muito contundente”, diz Judith Scliar, viúva do autor. “Ele decidiu entrar na área de saúde pública justamente por convicção política.” Scliar era médico, ofício que nunca abandonou definitivamente. Essa preocupação política, aliada a uma intensa pesquisa, sempre permeou sua obra. “As histórias dele sempre tinham alguma crítica social. Ele apresentava uma visão humanista de determinado fato histórico que te dava uma perspectiva completa de algo que você nunca tinha aprendido”, diz o jornalista e ex-cunhado Gabriel Oliven, outro organizador da exposição. Agora, está em negociação levar a mostra para outras cidades brasileiras, o que possibilitaria que um maior número de pessoas possa mergulhar na vida e obra de um dos grandes escritores brasileiros do final do século XX. Fotos: Lisette Guerra; Marian Starosta; Carlos Gerbase; Divulgação Fonte: IstoÉ