Santander Cultural promove Concurso Cultural Moacyr Scliar

Parceria entre as Secretarias Estaduais da Cultura e Educação premiará alunos da rede pública estadual de Porto Alegre, São Leopoldo, Canoas e Gravataí O Santander Cultural, em parceria com as Secretarias Estaduais da Cultura e Educação lança nesta quinta-feira, dia 25 de setembro, o Concurso Cultural Moacyr Scliar – Contos Revisitados para alunos do ensino médio da rede pública estadual vinculados a 1ª (Porto Alegre), 2ª (São Leopoldo), 27ª (Canoas) e 28ª (Gravataí) Coordenadorias Regionais de Ensino (CRE). O projeto integra as atividades relacionadas à mostraMoacy Scliar – o Centauro do Bom Fim, em cartaz no Santander Cultural até 16 de novembro, com entrada franca. O concurso propõe que os alunos desenvolvam redações que tenham como tema norteador do texto o primeiro parágrafo de um dos contos publicados por Moacyr Scliar. O tema deve estar articulado com as atividades desenvolvidas em sala de aula, conforme o nível de ensino de cada participante. Cada texto inscrito deve ser impresso em folha tamanho A4 e conter até quatro laudas, em fonte Arial tamanho 11 e espaçamento 1,5 linhas. Com apoio da Câmara Brasileira do Livro, as inscrições são gratuitas e ocorrem de 26 de setembro a 31 de outubro. Consultas ao regulamento, acessível nos sites www.iel.rs.gov.br; www.cultura.rs.gov.br ewww.educacao.rs.gov.br A premiação será no dia 04 de dezembro. O concurso premiará o melhor texto com notebooks para a escola e o professor e tablet para o aluno. Os segundo e terceiro lugares também ganharão tablets. Informações: e-mail: scultura@santander.com.br e fones: (51)3288-4785 e/ou (51)3288-4793 Fonte: Câmara Brasileira do Livro
Palestra sobre a obra de Scliar no Santander Cultural

A professora Marie-Hélène Passos é a primeira convidada de um ciclo de palestras e seminários ligados à exposição Moacyr Scliar, o Centauro do Bom Fim (foto). Marie-Hélène é a responsável pelo acervo de Scliar na PUCRS, que guarda mais de 8 mil páginas de originais de livros, anotações e outros documentos do escritor. Especialista em crítica genética, campo de pesquisa que trata das marcas deixadas por autores no processo criativo, a pesquisadora falará sobre o ofício dos escritores a partir desses registros. A palestra No Laboratório do Escritor Moacyr Scliar tem entrada franca, por ordem de chegada, e ocorre hoje, às 20h, na Sala Multiuso do Santander Cultural (Sete de Setembro, 1.028). Confira horários de visitação da mostra no roteiro à esquerda. Fonte: Segundo Caderno – Zero Hora
Exposição conta história de Moacyr Scliar

Assista à reportagem do Jornal do Almoço, clicando sobre a imagem abaixo: Fonte: G1
Mostra sobre Moacyr Scliar reúne cerca de 2 mil pessoas na abertura no Santander Cultural

Faltando cinco minutos para o Santander Cultural abrir as portas para receber a exposiçãoMoacyr Scliar – O Centauro do Bom Fim, uma fila imensa já se formava na Praça da Alfândega, em Porto Alegre. E a expectativa de que cerca de 2 mil pessoas passassem pela inauguração da mostra parece ter sido cumprida na noite desta terça-feira (16/9). Com curadoria do cineasta Carlos Gerbase e consultoria de Regina Zilberman, a exposição conta a história do escritor, médico e jornalista por instalações, representações audiovisuais e um acervo enorme de livros, objetos pessoais, manuscritos e objetos do gaúcho, que morreu em 2011. Para Gerbase, tamanho sucesso só se explica por conta da influência do próprio Scliar: – Aqui, a gente tenta mostrar os dois lados do Scliar: o do escritor conhecido mundialmente, e o da pessoa simples que ele era. Como ele mesmo dizia: “nunca deixei de ser o escritorzinho do Bom Fim“. À frente da recepção dos convidados estava Judith Scliar. A viúva do autor estava emocionadíssima e foi incansável ao falar em seu nome e receber os cumprimentos. À coluna, falou sobre o marido: – Ele era maravilhoso, dadivoso e companheiro. As pessoas conhecem muito da literatura doMoacyr, mas pouco dele como pessoa. Por isso, estamos organizando atividades ao longo da exposição para que ele seja conhecido em todas as áreas em que atuava. Mas, de longe, quem parecia mais emocionado com a exposição era o filho do homenageado: Roberto Scliar. O fotógrafo contou que acompanhou parte do processo da montagem da mostra para não ser tão impactado ao chegar no espaço. E, assim como todos os entrevistados da noite, ressaltou a humildade e simplicidade do escritor: – Se o meu pai entrasse aqui, ele diria: “tudo isso é pra mim?”. Ele era um cara muito simples, que comia arroz e feijão todos os dias e evitava restaurantes requintados. Ele era uma pessoa que trabalhava exclusivamente por amor: só por amor. Todas as noites eu vou dormir sorrindo porque sei que aprendi com ele os melhores valores da vida. Diziam que com o tempo a falta amenizaria, no meu caso, acho que nunca vai passar. Depois de ouvir tantos depoimentos emocionados a respeito do caráter de Scliar, a colunista só lamenta não ter convivido com o escritor. Visite a mostra: MOACYR SCLIAR: O CENTAURO DO BOM FIM A exposição tem entrada franca e estará aberta à visitação de 17 de setembro a 16 de novembro, no Santander Cultural (Rua Sete de Setembro, 1028), de terça a sábado, das 10h às 19h, e domingos e feriados, das 13h às 19h. Fonte: Rede Social da ZH, por Fernanda Pandolfi
Homenagem a Moacyr Scliar

Grande exposição em Porto Alegre relembra a vida e a obra do escritor gaúcho, morto em 2011, vítima de um AVC Porto Alegre. Moacyr Scliar (1937-2011) foi um dos mais prolíficos escritores brasileiros e, ao longo de quase meio século, publicou, aqui e em outros 14 países, mais de 130 livros. É dele, aliás, a ideia original de “A Vida de Pi”, plagiada e ampliada por Yann Martel e adaptada para o cinema por Ang Lee – que virou best-seller e blockbuster. Uma das figuras mais queridas do meio literário, ele foi, antes e durante sua carreira de escritor, médico sanitarista. Seu vasto e rico universo está sendo contado na exposição “Moacyr Scliar – O Centauro do Bom Fim”, em cartaz até 16 de novembro no Santander Cultural, em Porto Alegre. E para compreender esse universo é preciso, antes, refazer os passos de seus pais, judeus russos que chegaram ao Brasil em 1904. Um longo túnel de 20 metros imitando a rampa de acesso de um navio leva o visitante, ao som do mar e da madeira estalando sob os pés, ao Bom Fim, bairro judeu de Porto Alegre, onde Scliar nasceu e cresceu. Pelo caminho, fotos de outros tantos imigrantes que deixaram a Bessarábia e outros países em busca de melhores condições. Chegando à instalação do Bom Fim, conhecemos, por fotos reproduzidas em totens e mapas cobrindo o chão e a parede, lugares como o Cine Baltimore, a Escola Iídiche, o Bar do Serafim, a Associação Israelita Hebraica e, claro, a rua Fernandes Vieira, onde ficava a casa dos Scliar, representada na instalação seguinte. Uma casa modesta, na qual a água do banho era aquecida em lata de óleo no fogão, mas onde, dizia o escritor, não faltavam livros. Sua extinta biblioteca infantil, formada por obras como “Tarzan”, “As Aventuras de Pinóquio” e “Os 12 Trabalhos de Hércules”, foi reconstruída pelo cineasta Carlos Gerbase, o curador. Entre um livro e outro, estão fotos do menino Scliar: a formatura no Colégio Rosário – onde ganhou seu primeiro prêmio como escritor – e um banho de mar. Nas paredes, móveis cenográficos para dar uma ideia de como era a casa da infância do autor. Há, ainda, documentos, manuscritos, datiloscritos e fotos originais, a máquina de escrever, o discurso de formatura da faculdade de Medicina, o fardão da Academia Brasileira de Letras, as estatuetas do Jabuti, uma estátua dele como jogador de basquete. Quem quiser ler os livros, basta pegar um dos tablets e sentar numa das poltronas espalhadas pela exposição. Os infantojuvenis estão ali, em papel, para serem manuseados pela criançada. Pelas paredes, reproduções de capas e de textos do autor. O documentário “Caminhos de Scliar”, de Claudia Dreyer, o curta “No Amor”, de 1982, e uma instalação com atores lendo diálogos dos livros completam a mostra, que não tem previsão de ser montada em outros lugares. Moacyr Scliar morreu em decorrência de um AVC, e a ideia da exposição surgiu logo em seguida – uma tentativa de elaborar o luto. “Fomos todos privados de sua companhia e histórias muito subitamente”, comenta a viúva Judith Scliar, idealizadora da exposição, ao lado de Gabriel Oliven. Ela diz que o processo de pesquisa foi doloroso: “Busquei fotos de toda uma vida e isso mexe, faz reviver uma série de coisas. Mas vale a pena porque é importante compartilhar isso com o público e os amigos”, afirma. Fonte: O Tempo
Diretor do MUHM participa de exposição sobre Moacyr Scliar

O Diretor do MUHM, Germano Bonow, prestigiou a inauguração da Exposição Moacyr Scliar: o Centauro do Bom Fim, aberta nesta terça (16) à noite no Santander Cultural. O diretor do SIMERS e do Museu de História da Medicina, Germano Bonow, foi um dos entrevistados para a exposição. O médico sanitarista não apenas conheceu como conviveu com o homenageado. A exposição conta a trajetória de Moacyr Scliar desde a chegada de sua família ao Brasil, representada por um túnel, passando pelos livros que o influenciaram a ser tanto o escritor membro da Academia Brasileira de Letras como o médico reconhecido na área de saúde pública. O visitante poderá conhecer as obras de Moacyr Scliar por áudio, vídeo ou texto. Tablets espalhados pela exposição permitem ler os livros, e fones de ouvido possibilitam ouvir as histórias. Também compõem a mostra displays em vídeo com trechos de suas obras. Alguns deles parecem conversar. Outro módulo permite que o visitante mostre o quanto conhece da vida do escritor e médico, e em um dos ambientes é possível sentir-se no bairro Bom Fim, onde Scliar viveu e ambientou muitos de seus livros. Clique para ver mais fotos no álbum. Fonte: Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul
10 livros para conhecer Moacyr Scliar

Mistério, romance, história: Scliar escreveu sobre tantos temas que é difícil saber por onde começar a ler. Por isso, separamos 10 obras para curtir o autor São tantas obras de Moacyr Scliar que nem contando nos dedos do pé e nos da mão você tem o número certo. Mais as crônicas, os ensaios e os livros que, por autocrítica, ele decidiu não incluir em suas antologias. E é natural que se fique um pouco intimidado pela extensa bibliografia do mais ilustre habitante da história do Bom Fim e não se saiba por onde começar as leituras. Por isso, separamos 10 obras para você saber por onde começar a desvendar o universo múltiplo de Scliar, dos contos aos romances históricos de fôlego. Se você quer conhecer… o Scliar contista: O Carnaval dos Animais (1968) Os contos usam como ponto de partida sugestões provenientes do cotidiano e próximas das vivências do escritor e do leitor. O cenário da maioria das histórias é Porto Alegre, e as características conhecidas do espaço conferem natureza verista às narrativas. Se você quer conhecer… o Scliar romancista A Guerra no Bom Fim (1972) O livro é narrado por Joel, que relembra os tempos de menino quando vivia com a família, judia, na Porto Alegre dos anos 1940… em pleno Bom Fim. É um relato da angústia de uma família de imigrantes judeus – a adaptação a uma realidade e a uma sociedade que não são suas. A mulher que escreveu a Bíblia O título é bastante explicativo: a história é um relato fictício sobre uma mulher anônima que, há 3 mil anos, tornou-se autora da primeira versão da Bíblia. Narrativa maliciosa que alterna a dicção bíblica com o baixo calão. Ajudada por um ex-historiador que se converteu em “terapeuta de vidas passadas”, uma mulher descobre que, no século x a. C., foi uma das setecentas esposas do rei Salomão – a mais feia de todas, mas a única capaz de ler e escrever. Encantado com essa habilidade inusitada, o soberano a encarrega de escrever a história da humanidade – e, em particular, a do povo judeu -, tarefa a que uma junta de escribas se dedica há anos sem sucesso. O Centauro no Jardim No interior do Rio Grande do Sul, na pacata família Tratskovsky, nasce um centauro: um ser metade homem, metade cavalo. Seu nome é Guedali, quarto filho de um casal de imigrantes judeus russos. A partir desse evento fantástico, Scliar constrói um romance que se situa entre a fábula e o realismo, evidenciando a dualidade da vida em sociedade, em que é preciso harmonizar individualismo e coletividade. Os Vendilhões do Templo A expulsão dos vendilhões do Templo de Jerusalém — relatada em poucas linhas do Evangelho de São Mateus — é o ponto de partida para uma narrativa original, que se desdobra em três épocas: 33 d.C., 1635 e os nossos tempos. As três histórias se entrelaçam e se iluminam umas às outras, desdobrando de maneira inesperada o núcleo temático do episódio bíblico, com diversas possibilidades cômicas e dramáticas e focalizando suas implicações morais. A exemplo do que fez no premiado A mulher que escreveu a Bíblia, Scliar parte da narrativa bíblica para traçar um painel muito pessoal e bem-humorado dos dilemas de nosso tempo. Se você quer conhecer… o Scliar médico Sonhos Tropicais Romance sobre Oswaldo Cruz, responsável pela introdução no Brasil do controle científico das epidemias e protagonista da Revolta da Vacina. Um diagnóstico preciso de uma sociedade que, travada pela miséria e pelo atraso, abre-se com relutância para a modernidade. Se você quer conhecer… o Scliar autor infanto-juvenil Pra você eu conto Em Pra você eu conto, Juca conta a seu neto a emocionante história de sua primeira paixão: Marta, uma professora que luta contra a repressão e contra os nazistas do Rio Grande do Sul. Max e os Felinos O alemão Max, um garoto sensível, cresceu sob a severidade de seu pai que sempre lhe incutiu medos e inseguranças. Envolve-se, mais tarde com Frida, esposa de um militar Nazista, o que faz que tenha que abandonar o país. Em meio a viagem de barco, é obrigado, graças a um naufrágio, a dividir o pequeno espaço de um barco com um imenso Jaguar, um felino que sempre lhe aterrorizou. O livro tornou-se conhecido após o autor, Moacyr Scliar, comentar em um jornal que o Best Seller A vida de Pi seria parcialmente um plágio de seu livro Max e os Felinos. Se você quer conhecer… o Scliar cronista Território das Emoções Coletânea póstuma de crônicas da Companhia das Letras, publica uma grande amostra dos 30 anos de colaboração de Scliar com Zero Hora. Se você quer conhecer… o Scliar O Texto, ou: A vida Obra que mistura autobiografia com antologia, apresenta textos raros, alguns escritos ainda na adolescência de Scliar. Fonte: Zero Hora
Vida e obra de Moacyr Scliar ganham mostra em Porto Alegre

Exposição “O Centauro do Bom Fim” estará no Santander Cultural a partir desta quarta-feira A vida e obra do escritor Moacyr Scliar (1937 – 2011) é tema de “O Centauro do Bom Fim”, com abertura nesta terça-feira, às 19h, para convidados, no Santander Cultural (Sete de Setembro, 1028), e, para o público em geral, a partir desta quarta até 16 de novembro. O evento tem a curadoria do cineasta e jornalista Carlos Gerbase e a consultoria da professora Regina Zilberman. Gerbase foi convidado para organizar a mostra pela viúva do escritor, Judith Scliar, há dois anos. Ele lembra que o pedido foi que a exposição fosse “quente e carinhosa”, captando a face pública do ex-marido, como escritor e médico, e também a sua vida entre familiares e amigos. Casada com Scliar por 45 anos, Judith destaca que a retrospectiva é uma oportunidade de compartilhar a intimidade de Scliar com seus admiradores. Dividida em ambientes, o público é convidado a atravessar o oceano, como fez o pai de Scliar, de origem russa, para desembarcar em Porto Alegre, especificamente no Bom Fim, nos anos 20, bairro onde o escritor cresceu. Réplicas de objetos da casa da infância, as primeiras leituras, os manuscritos e a antiga máquina de escrever ganham contraponto com vídeos, áudios e tablets com trechos de textos. Há ainda espaço para um jogo interativo de perguntas sobre a trajetória do homenageado. Fonte: Correio do Povo


























