Centauro na Memória
Estação Cultura da TVE homenageia Moacyr Scliar

Neste sábado homenageamos o escritor Moacyr Scliar, que morreu há cinco anos. Para marcar a data, buscamos em nosso arquivo um registro especial. Nesta entrevista concedida ao escritor e professor Luiz Antonio de Assis Brasil, e exibida na TVE RS em 1984, o autor fala sobre como começou a escrever. “Eu me tornei escritor pelo prazer de contar histórias, pelo prazer de manipular a palavra”. Scliar morreu aos 73 anos e deixou uma obra extensa em diferentes gêneros: contos, romances, literatura infanto-juvenil, ensaios e crônicas. Assista o vídeo no link: www.facebook.com/estacaoculturatve/videos/954295841313261/
Bate-papo sobre Moacyr Scliar, na Casa do Saber

Noite de contar e ouvir histórias. A Casa do Saber, no Rio, recebeu os escritores Domício Proença (presidente da ABL), Zuenir Ventura e Luis Fernando Verissimo para relembrar Moacyr Scliar. A participação especial ficou a cargo de Judith Scliar, que fez a abertura do evento e contou as várias facetas do médico / escritor / marido.
Debate sobre a importância da leitura, na Rádio Nacional

A importância da leitura – um tema dos mais caros para Moacyr Scliar – deu a tônica dos debates hoje na Rádio Nacional, do Rio de Janeiro. Como estimular o gosto pelos livros em um país tão carente de investimentos em educação e cultura? Como incentivar os jovens a ler em um ambiente dominado por tablets, videogames e smartphones? Essas questões foram discutidas hoje no Programa Tema Livre, que teve a participação de Judith Scliar, viúva de Moacyr, ao lado de Clarisse Fukelman (professora do Departamento de Comunicação Social da PUC-Rio), Elisa Machado (professora na Escola de Biblioteconomia da UnoRio) e Alexandre Faria (professor da Faculdade de Letra da UFJF). Judith destacou que Moacyr sempre foi um incentivador da leitura entre os jovens. Costumava visitar escolas para difundir o gosto pela literatura entre os alunos e debater sua obra.
As vidas de Moacyr Scliar
Moacyr Scliar não foi apenas um, foi muitos. Foi médico. E foi também ensaísta, cronista, romancista, contista. Sua versátil e numerosa obra, elaborada em 50 anos de carreira, bebeu das mais variadas fontes de inspiração: da longínqua Bessarábia ao familiar bairro de Bom Fim, em Porto Alegre. De Franz Kafka a Monteiro Lobato. Das raízes judaicas e gaúchas à universalidade das fábulas e do realismo fantástico. Em homenagem a esse dedicado contador de histórias, cinco anos após sua morte, a CASA DO SABER RIO O GLOBO recebe os escritores Luis Fernando Veríssimo e Domício Proença Filho para uma conversa não apenas sobre a vasta contribuição literária de Scliar, mas também sobre o simples e bem-humorado homem por trás da obra. A moderação do bate-papo ficará a cargo do jornalista e também escritor Zuenir Ventura. INFORMAÇÕES E INSCRIÇÕES DATA E INÍCIO 23 Fevereiro – Terça-feira, 20h HORÁRIO 20h LOCAL CASA DO SABER RIO O GLOBO Av. Epitácio Pessoa, 1.164 Lagoa – Rio de Janeiro/RJ DURAÇÃO 1 encontro ( 23/02 ) VALOR R$ 130,00 As inscrições podem ser feitas através do telefone 2227-2237 de segunda a sexta das 11 às 20 horas. MINISTRADO POR DOMÍCIO PROENÇA FILHO Escritor e crítico. Professor emérito da UFF, lecionou também em outras universidades, entre elas a UFRJ e a PUC-Rio. Ministrou cursos como professor convidado na Universidade de Colônia, na Escola Técnica de Altos Estudos de Aachen e na Universidade de Tübingen (Alemanha). Criou a Bienal Nestlé de Literatura, além de dezenas de projetos desenvolvidos pela Prefeitura do Rio de Janeiro na década de 70. Exerceu inúmeros cargos na administração pública, entre eles, o de secretário do Conselho Estadual de Cultura do Rio de Janeiro, durante oito anos, e o de subsecretário de Educação e Cultura da Cidade do Rio de Janeiro. Eleito Presidente da Academia Brasileira de Letras (ABL) para o exercício de 2016, é ocupante da Cadeira 28. Tem 65 livros publicados, entre eles O cerco agreste, Breves estórias de Vera Cruz das Almas, Capitu – Memórias póstumas e os poemas de O risco do jogo. LUIS FERNANDO VERÍSSIMO Escritor e cronista, além de tradutor, roteirista, cartunista, romancista bissexto e saxofonista aplicado. Escreve regularmente para os jornais O Estado de S. Paulo, Zero Hora e O Globo. Tem mais de 60 livros editados, entre os quais alguns dos maiores best-sellers brasileiros, como A velhinha de Taubaté, As mentiras que os homens contam e Jardim do Diabo. Vive em Porto Alegre, com estadias frequentes no Rio de Janeiro e em Paris. ZUENIR VENTURA Jornalista e escritor. Colunista do jornal O Globo. Formado em Letras, foi professor por mais de 40 anos na Escola de Comunicação da UFRJ e na Escola Superior de Desenho Industrial (Esdi) da Uerj. Trabalhou nos principais veículos de comunicação do país, como os jornais Tribuna da Imprensa, Correio da Manhã, Diário Carioca e Jornal do Brasil, e as revistas O Cruzeiro, Fatos & Fotos, Visão, Veja e IstoÉ. Fez as entrevistas e o roteiro de Paulinho da Viola – Meu tempo é hoje, documentário dirigido por Izabel Jaguaribe para marcar os 60 anos do cantor e compositor. É ocupante da Cadeira 32 da Academia Brasileira de Letras (ABL). Autor, entre outros, de Cidade partida (Prêmio Jabuti de 1995); Chico Mendes – Crime e castigo; Crônicas de um fim de século; Inveja – Mal secreto; Minhas histórias dos outros; 1968 – O ano que não terminou; e 1968 – O que fizemos de nós. Fonte: Casa do Saber
Scliar nos 50 anos do 2º Caderno da Zero Hora
Conheça pessoas que preservam a beleza da escrita no RS

A caligrafia e a máquina de escrever são parte do amor cultivado no tempo. Clique na imagem abaixo para assistir a reportagem abaixo: Fonte: Jornal do Almoço
Documentos e manuscritos de Moacyr Scliar estão disponíveis para leitura na internet

Acervo digital foi disponibilizado no site do Delfos – Espaço de Documentação e Memória Cultural da PUCRS Publicado por Zero Hora, em 10/06/2015 Além da referencial e volumosa obra que o consagrou como um dos mais importantes escritores do Brasil, Moacyr Scliar (1937 – 2011) deixou como legado de sua profícua produção literária manuscritos, datiloscritos e registros diversos agora disponíveis para consulta virtual. Desde a terça-feira (9/6), o site do Delfos – Espaço de Documentação e Memória Cultural da PUCRS (delfosdigital.pucrs.br) apresenta cerca de 800 documentos digitalizados pertencentes ao acervo do autor gaúcho. – O livre acesso a este material é muito valioso para estudantes e pesquisadores – diz o professor Ricardo Araújo Barberena, coordenador executivo do Delfos. – A digitalização em alta definição permite que os textos sejam impressos. Em termos de volume, o acervo digital do Scliar está entre os maiores disponíveis hoje no Brasil. O processo de digitalização do material teve início em 2013, em uma iniciativa que contou com o envolvimento de Judith Scliar, viúva do escritor e doadora de boa parte do material. No começo dos anos 2000, o próprio Scliar já tratava com a PUCRS para que o Centro de Memória Literária da Faculdade de Letras da universidade fosse depositário de seus documentos. No total, mais de 8,6 mil páginas de manuscritos e datiloscritos do escritor estão sob os cuidados da PUCRS. E são reveladores da compulsão do autor pela escrita, prazer que exercitava tanto na máquina de datilografar quanto nas anotações em pedaços de papel (veja destaques do acervo abaixo). O site do Delfos disponibiliza, além de material referente às obras literárias de Scliar – como o processo de criação de livros como O Exército de Um Homem Só–, correspondências, recortes de jornais e anotações variadas. A busca pode ser por data, assunto, título e tipo. – Ficaram de fora apenas originais nunca publicados, em respeito à vontade de Scliar – destaca Barberena. Entre os textos mais antigos digitalizados, estão o conto datilografadoPedacinhos de Infância, datado de 1952. No segmento de recortes, com colaborações de Scliar na imprensa desde meados dos anos 1950, está o contoHora Certa, publicado em Zero Hora no dia 12 de setembro de 1987. Com o acervo digital de Scliar no ar, o Delfos, localizado no 7º andar da Biblioteca Central da PUCRS, prepara para os próximos meses o lançamento do espaço virtual dedicado a Caio Fernando Abreu. Alguns destaques do acervo digital – Diferentes versões de A Guerra no Bom Fim – Manuscrito original de O Exército de um Homem Só – Datiloscrito original de O Centauro no Jardim – Eu vos Abraço, Milhões – Documento digitado com correções ao longo do texto do romance – Roteiro manuscrito e originais da novela Os Voluntários


























